Obrigado, mercado!

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“Dá-nos hoje o alimento que precisamos.”

Mt 6:11

Começa hoje na Indonésia a Assembleia Mundial das Igrejas Reformadas.

Mas Jakarta, a despeito das diferenças entre sociedades, é um exemplo de como o mercado ultrapassa as barreiras culturais.

Um dos maiores direitos do homem é o direito à comida e o mercado é a melhor forma de descobrir o que as pessoas querem.

Você pode até não gostar do mercado, mas, o mercado é muito bom para você.

Infelizmente ainda temos inexplicáveis ressentimentos contra o mercado, mas as redes de fast food são um exemplo notável de como o livre mercado é uma instituição dedicada a serví-lo.

Mesmo aqui, em um local de costumes totalmente distintos, o mercado fornece o que cada um gostaria de consumir.

Ao contrário das queixas populares, qualquer rede de fast food que pretenda florescer num mercado estrangeiro só pode fazê-lo adaptando-se drasticamente aos gostos e costumes dos países em que chegam.

Esses esforços produzem um espetáculo de cozinha inspirador.

Acabo de conhecer um mingau tradicional (Bubur Ayam).

Sabe onde?

No McDonald’s da Indonésia, que oferece o mesmo produto também na Malásia e Cingapura.

O escopo da criatividade do menu é impressionante.

No McDonald’s, o Quarter Pounder é chamado Le Royal Cheese na França, devido ao sistema métrico.  E ele se chama McRoyal em Israel, feito com o sistema Kosher, como você encontra o mesmo hambúrguer em países como Jordânia, Arábia Saudita ou Líbano, mas com o sistema Halal.

Já o Burguer King tem um cardápio de seis sanduíches sem carne na Índia, como a Taco Bell serve seus famosos tacos e burritos com batatas, frango e feijão em vez de carne.  Vá para a Africa e você pode encontrar um hambúrguer do BK feito de boerewors, a clássica salsicha sul-africana.

Por outro lado, o KFC te alimenta com donuts de camarão na Tailândia, ou com tortas de ovos em Cingapura, ou com o Double Down Dog, apelidado de Zinger, na Austrália. Já na França você pode se deliciar com um taco de frango ou na Malásia você pode pedir um frango malagueta, ou, se preferir, uma “Chizza” (pizza com crosta de frango frito) no cardápio das Filipinas.

Da mesma forma, na sobremesa.

No Wendy’s do Equador você pode terminar sua refeição com um chá gelado ou com doces de leite se você estiver na Argentina. Pode saborear uma geleia de café na Filipinas ou na Domino da Nigéria, você pode obter uma pizza coberta com arroz Jollof, o alimento da África Ocidental.

Se não estiver satisfeito, há o incomparável Toblerone McFlurries na Suíça ou donuts de porco e de algas no Dunkin’ Donuts na China.

Eu não tenho dúvidas, prefiro viver e ser alimentado em uma economia governada pela mão invisível do mercado do que em uma economia governada pela burocracia do governo.

Na minha ultima visita na Venezuela, mesmo em um cenário de completo desabastecimento,  o McDonald’s ainda conseguiu saciar a minha fome, mesmo que emergencialmente tenha substituído a batata por mandioca.

Eu e você, a cada manhã, devemos agradecer a milhares de agricultores e ao mercado pelo alimento.

Neste momento, bilhões de pessoas estão tomando café da manhã, almoçando ou jantando graças a este sistema de livres trocas.

Só resta terminar, dizendo:

Obrigado, mercado!

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