A Moeda Estável e o Liberalismo

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Hoje somos obrigados a falar do assunto mais controverso dentre os pontos chave que norteiam o sucesso de uma economia de Livre Mercado. Trata-se da MOEDA de um país.

Pois bem, vamos começar do começo. Em sendo o Estado o exclusivo mandatário do uso da força, de forma que só ele tem o monopólio de obrigar todo cidadão a fazer o que ele quer, ele se utiliza desta prerrogativa para criar o termo “moeda de curso forçado”. Isto nada mais é que a imposição de todos os cidadãos para utilizar a moeda que o ele, Estado, impõe que se use.

Como a maioria das moedas mundo a fora não são mais lastreadas em ouro e são todas moedas FIAT (do termo em latim para “faça-se”, uma vez que seu valor está na crença de que essa moeda valha o quanto o Estado a faz valer), o Estado detém o poder infinito para se financiar. Oras! Precisou de dinheiro, basta fazê-lo.

Qual é o problema disso? Simples! Dinheiro não é riqueza! Se existe uma quantidade real de bens a serem adquiridos por uma quantidade de moeda pré-existente, e o Estado resolve comprar metade da riqueza daquele país para sua utilização, basta que ele duplique a quantidade inicial de moeda. Pronto! Ele comprará a metade dos bens e a sociedade a outra metade. Ambos pagarão o dobro do que se pagava antes.

Ou seja, numa tacada só o Estado empobreceu todo mundo pela metade. Parece que estou sendo apocalíptico? Pois já vivemos essa ordem de grandeza no passado não muito longe. Atualmente o Estado brasileiro “só te rouba” algo em torno de cinco por cento da riqueza por ano. Parece pouco, mas não é.

No entanto, quanto maior nossa percepção de que não adianta guardar dinheiro (moeda) para termos um futuro digno, ou seja, de que não adianta poupar, mais nós nos tornamos hedonistas e irresponsáveis com o futuro. Ou melhor dizendo, mais nos tornamos subservientes ao Estado, no afã de que ele cuide da gente no futuro, uma vez que ele nos rouba diuturnamente o poder de compra pela desvalorização da moeda.

Fato é que duas verdades se tiram disso. (1) que um país sem poupança de riquezas não tem capacidade de crescimento e desenvolvimento, e (2) obviamente se caminha para uma dependência cada vez maior de um ente (Estado) que produz absolutamente nada.

Por essa razão, um dos maiores expoentes da Escola Austríaca de Liberalismo, prêmio Nobel em economia de 1974, F. A. Hayek, escreveu seu célebre livro “a desestatização do dinheiro”. Para tirar das mãos do estado o direito de te roubar sempre que precisar.

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