Meias Reformas

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“Não existe mulher meio grávida” diz o dito popular. De fato não existe meio termo em muitas coisas em nossas vidas, dentre elas, o Liberalismo, que não aceita o “bom senso” da coluna do meio. Um dos grandes artigos de Mises, que não chegou a virar livro, mas deveria, tinha o Título: “Middle-of-the-Road Policy Leads to Socialism” (Política do caminho do centro leva ao socialismo – tradução livre).

O referido artigo mostra o quão pernicioso é a ideia de um estado grande cuja aparente “lógica do bom senso” acaba por ceder pouco a pouco ao papel do assistencialismo social bancado, não pelas empresas ou pelo comércio, mas de fato, pelos cidadãos que ao comprarem, pagam os impostos embutidos nos preços das coisas.

A grande verdade dos fatos é que as empresas são apenas coletoras de impostos do governo, ao passo que estas sempre repassam ao preço de seus produtos o valor dos tributos e, portanto, independentemente do que se diga ou pense, quem paga impostos em última análise é a pessoa física.

Voltando ao assunto das meias reformas, está aí a Argentina que não nos deixa mentir. Muitos aqui devem estar pensando justamente nela para refutar as ideias Liberais, sem olhar aprofundadamente na recente história daquele país. A Argentina de Mauricio Macri foi a primeira República Sul-americana a prometer uma política Liberal anos atrás. No entanto as meias reformas tomaram a vez das reformas liberais de fato. O populismo e a falta de coragem de seu presidente e congresso levaram o país vizinho a situação pré-falimentar que se encontra.

O Liberalismo só salva uma economia se for aplicado de fato, e não apenas de “eu falo”. E por essa razão que escrevi este arquivo, para que possamos entender que não existe Liberal que defenda qualquer que seja a regulação do estado, subsídios para empresas, reserva de mercado para produtos nacionais, agências reguladoras, etc. O Liberalismo de fato coloca o estado somente para defender as relações sociais que demandem a força da lei.

Para concluir, devemos ser a base de sustentação desse novo governo que se inicia clamando para que não tomemos o caminho do meio e que as reformas liberais, por mais dolorosas que sejam, devem ser urgentemente iniciadas. Por isso coloque em todas as suas publicações #privatizatudo.

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