Porte de Arma e a Segurança Nacional

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Começo este artigo deixando claro que minha posição é pró vida, e que jamais serei um defensor da violência, da anarquia ou do caos social. No entanto, também sou defensor da Liberdade e jamais negocio a mesma sobre qualquer hipótese ou pretexto. Isto exposto para dizer que todo liberal de verdade sabe que o estado tem o monopólio do poder coercitivo para manutenção da ordem, mas que, no entanto, existe uma seara maior que o estado, e que deve também estar armada para que governos totalitários não se façam realidade na sociedade.

Estou falando do povo. Sim, nós, o povo, devemos ter o direito de andar armados e possuir armas se quisermos de fato usufruir da liberdade plena que alguém tem de direito. Quando os Federalistas escreveram a Constituição Norte-americana, esses chamados pais da Nação da Liberdade, publicaram uma série de artigos em vários jornais de Nova Iorque explicando os fundamentos que nortearam a base daquela Carta Magna.

Nestes textos, ficava claro e muito bem explicado, que a Constituição Americana não estava lá para definir os limites da Liberdade do cidadão, e sim limitar os poderes do governo. E isto se dava, e se dá, claramente na postura pró armamentista do cidadão americano, que sabe que a última fronteira para um estado totalitário é o povo armado.

Percebemos na história do século XX duas grandes Guerras e sucessivos experimentos socialistas e totalitários, que se iniciaram com o desarmamento da sociedade civil. Todo governo que quer subjugar seu povo deve primeiramente enfraquece-lo moral e psicologicamente, para então, através de ações coercitivas não encontrar resistência frente às suas leis. E nada melhor que colocar o estado fortemente armado, frente a uma sociedade desarmada, para tal enfraquecimento da sociedade. Pior ainda, é doutrinar seu povo, para que creiam que toda lei é justa, quando sabemos que isto não é verdade. Mas sobre tal assunto discorreremos num outro artigo.

Com relação ao direito precípuo da autodefesa, e da defesa da sociedade em última instância, devemos nos manter fiel quanto a luta pelo direito de ter acesso a um poderio bélico que não nos torne presa fácil para déspotas totalitários. Uma sociedade civil armada é a última fronteira para que o estado não consiga nos escravizar.

Não devemos nos enganar, achando que nos dias de hoje, o estado não usaria a força contra seu povo. Atualmente voltamos a ver direitos básicos do cidadão sendo-lhes negado, e que uma ditadura velada está sim, a caminho.

Não importa se a ditadura se cria numa revolução do proletariado ou nos meandros de entendimentos jurídicos sobre a alçada de cada poder. Fato é que vemos agora governadores perpassando o poder do presidente da república, bem como o Ministério Público governando acima dos prefeitos e decidindo o futuro da vida das pessoas.

O povo já entendeu que a Democracia é algo extremamente falho, mas pior que ela, é a concessão de poderes ilimitados a pessoas que não são eleitas e não são substituíveis a cada determinado período de tempo, tal qual o poder Judiciário.

Com um povo armado e cônscio de seu dever de lutar frente a desmandos de poderes instituídos, sendo assim o último bastião da liberdade, é a razão pela qual devemos trazer a baila o direito de todo cidadão poder possuir e portar armas para defender sua vida, sua propriedade privada e, acima de tudo, a sociedade em que vive.

São pelas razões acima que o presidente da república precisa urgentemente revogar toda ilegalidade constitucional que proíbe o cidadão andar armado. E assim estar protegido pelo POVO dos outros poderes menos legítimos.

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