As Falácias dos Mandettistas-Caiadistas

10

Por Giuliano Miotto, escritor, analista político e presidente do Instituto Liberdade e Justiça

Existe uma lista de falácias e sofismas da qual eu destacaria as seguintes: argumentum ad metum (apelo ao medo); teoria irrefutável; petição de princípio; reductio ad absurdum (redução ao absurdo); argumentum ad nauseam (repetição constante) e o famoso argumentum ad verecundiam (apelo à autoridade).

Desde que começou o festival de autoritarismo de governadores e prefeitos, de avanços contra nossas liberdades individuais, o argumento do medo sempre teve um lugar especial na lista de falácias pelas quais se justificam todas as medidas absurdamente restritivas que impuseram sobre nós, mesmo sem que eles tivessem qualquer comprovação verdadeiramente científica de que a hipótese deles estivesse certa.

A tática óbvia é de propagar o medo e fazer com que as pessoas aceitem qualquer coisa, menos a morte iminente pelo vírus invisível e cruel. (como se já não houvesse gente morrendo de outras causas)

Daí a tropa de choque dos mandettistas-caiadistas entraram em campo com a chamada teoria irrefutável, onde simplesmente se joga um argumento, mesmo que não comprovado e faz desse argumento o ponto de apoio supostamente irrefutável para todas as demais afirmações, usando de outra falácia conhecida como distorção dos fatos.

Qualquer outra opinião de médicos, cientistas ou pesquisadores diferentes do senso comum adotado pela tropa mandettista-caiadista passou a ser tratada como heresia, anti-ciência, oportunismo político etc.

Daí entrou em campo a famosa petição de princípio, onde se tenta demonstrar uma tese partindo-se do princípio de que ela já é válida, mesmo que não tenha real comprovação científica. Para isto, usaram alguns modelos matemáticos preditivos, opiniões de especialistas, tudo como se só eles estivessem dizendo a verdade absoluta e foram para cima dos fatos, despedaçando cada um deles com a ferocidade de hienas devorando carne podre.

Armado todo o circo, a turma mandettista-caidaista se utilizou da técnica marxista de se contar uma mentira mil vezes, até virar verdade, o tal do argumentum ad nauseam, onde a verdade precisa ser espancada diariamente até que a mentira se sobreponha a ela. E todos aplaudiram a mentira transformada em verdade.

Como cereja do bolo das falácias madettistas-caiadistas, destaco o uso constante do apelo à autoridade, o uso de frases como: “eu sou médico”, ”de acordo com estudos”, conforme do doutor tal, saíram da boca deles como palavras mágicas.

Nesse festival de falácias, qualquer um que ouse pensar de maneira diferente, que tenha a audácia de se preocupar com a fome, com a queda da economia, com o desemprego ou com todas as desgraças que certamente surgirão em decorrência disto tudo, são apenas loucos odientos que precisam ser calados a qualquer custo.

Tudo em nome da ciência, é claro.

Deixe um comentário